Um pouco sobre semiótica e a importância dela no design

Você já ouviu falar sobre Semiótica? Hoje falaremos um pouco mais sobre ela, esclarecendo alguns pontos e mostrando a participação dela junto ao trabalho do designer gráfico. Vamos lá!

Para iniciarmos, partiremos do princípio que o designer é um comunicador e procura dizer algo a alguém. Para que isso seja transmitido e interpretado da melhor forma pelos receptores é necessário compreensão/entendimento e significação por parte deles – aí começa o uso da semiótica.

A semiótica, ciência que ganhou grandes desenvolvimentos a partir do século XX com a atuação de Ferdinand de Saussure e Charles Pierce, é voltada ao estudo dos signos linguísticos, ou seja, tudo aquilo que há significado (tanto na linguagem verbal quanto na não verbal). A partir dela é que interpretamos a forma que os seres humanos atribuem significado às coisas que os cercam.

Para entender ainda melhor, a seguir você verá a descrição dos 3 principais signos linguísticos:

ÍCONES

Os ícones são, basicamente, uma representação/cópia leal de algo, uma pessoa ou um lugar. Um exemplo disso são as fotografias que tiramos: quando tirada uma “selfie”, por exemplo, uma representação sua é registrada.  

No design os ícones são utilizados em diversas situações. Por exemplo, ao desenvolver a arte de um cartão de visita para seu cliente, você decide sinalizar o número de telefone dele com um desenho de um telefone – assim, seria usado um ícone para colaborar na construção das informações do cartão.

ÍNDICES

Os índices estão ligados a associação que o receptor da sua mensagem interpretará aquilo que você oferece a ele, baseado na bagagem cultural e social que aquele indivíduo tem sobre algo. Basicamente, são definidos também como “sintomas”.

Um exemplo básico do que é um índice está na simples frase: “está vindo uma chuva feia!”, ou seja, através do olhar sobre as nuvens carregadas no céu, uma pessoa que já vivenciou essa situação antes saberá o resultado daquilo, ou seja, a chuva.

SÍMBOLOS

O símbolo, ao contrário dos outros signos citados acima, “pede” interpretação e conhecimento. Os símbolos recebem significado a partir de normas e convenções, logo, para entende-los é necessário que tenha uma explicação.

Os logos são um exemplo dessa categoria. Desenvolvidos e pensados para representar a essência de uma empresa, raramente são compreendidos sem uma explicação antes.

Os designers, além de possuírem contato diariamente com uma infinidade de signos, criam outros ao desenvolverem seus projetos e inovarem para seus clientes.

Agora que entendeu um pouco mais sobre esse ramo da ciência da comunicação, você parou para pensar o quanto entender e saber atribuir significado às coisas é algo essencial para o seu trabalho? Os designers, além de consumirem signos diariamente, pensam e desenvolvem novos!

Espero que tenha gostado! Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima.

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