Tudo sobre as licenças de Creative Commons (CC)

Estamos vivendo a era da internet, e com ela convivemos com a dificuldade de controlar as formas em que informações são compartilhadas, levando a propagação de fake news e a cópia indevida de um conteúdo, ou seja, o plágio. Com isso, o trabalho de todos os produtores de conteúdo acaba sendo atingido, tendo os direitos dos autores desrespeitados.

Pensando nisso, a Creative Commons – entidade sem fins lucrativos – estruturou diferentes licenças que colaboram de forma simples, rápida e sem investimentos, com o trabalho dos criadores, oferecendo uma maneira de manter o uso (cópia, contribuição e adaptação) das obras dentro da lei.

Para que tenha o controle o mais personalizado possível sobre suas produções, a Creative Commons oferece 6 licenças, que apresentam flexibilidade na hora de sua decisão. Confira:

  • Atribuição CCBY: permite que a obra seja remixada e/ou adaptada por terceiros para fins comerciais, contanto que dediquem os créditos a obra original.

 

  • Atribuição – CompartilharIgual: Assim como a anterior, permite o uso para fins comerciais com dedicação de créditos, porém, exige também que o interessado na obra tenha uma licença para o produto secundário que surgir.

 

  • Atribuição – SemDerivações: Permite que o conteúdo seja redistribuído para uso comercial ou não comercial, desde que tenha os créditos.

 

  • Atribuição – NãoComercial: Possibilita que sejam feitas adaptações na obra original, porém, para uso não comercial e dedicando créditos ao autor.

 

  • Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual: Assim como a anterior, permite adaptações, para uso não comercial e dedicatória de créditos, porém, o interessado deve ter a licença também.

 

  • Atribuição – SemDerivações – SemDerivados: É liberado apenas o download da obra e o compartilhamento com créditos ao autor, proibindo alterações e que seja usada para fins comerciais.

 

O uso desse serviço é gratuito e fácil de solicitar. Feito via internet, é preciso que acesse o site oficial da CC., e lá você responderá a um questionário que vai te direcionar para a escolha adequada. Logo em seguida, é possível visualizar dentro do site como implantar o código a sua obra e pronto!

Agora que entende um pouco mais sobre essa licença, é possível trabalhar com mais tranquilidade e usar das melhores alternativas para assegurar seu trabalho e mantê-lo dentro das leis.

Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima!

Os 10 designers brasileiros que podem inspirar você

Trabalhar com a arte e a criatividade nem sempre é algo fácil. Muitas vezes você não consegue criar algo do zero, nem mesmo encontrar boas referências. Pensando em formas de colaborar com o seu desenvolvimento, separamos 10 designers brasileiros que podem inspirar você. Confira!

Um pouco sobre semiótica e a importância dela no design

Você já ouviu falar sobre Semiótica? Hoje falaremos um pouco mais sobre ela, esclarecendo alguns pontos e mostrando a participação dela junto ao trabalho do designer gráfico. Vamos lá!

Para iniciarmos, partiremos do princípio que o designer é um comunicador e procura dizer algo a alguém. Para que isso seja transmitido e interpretado da melhor forma pelos receptores é necessário compreensão/entendimento e significação por parte deles – aí começa o uso da semiótica.

A semiótica, ciência que ganhou grandes desenvolvimentos a partir do século XX com a atuação de Ferdinand de Saussure e Charles Pierce, é voltada ao estudo dos signos linguísticos, ou seja, tudo aquilo que há significado (tanto na linguagem verbal quanto na não verbal). A partir dela é que interpretamos a forma que os seres humanos atribuem significado às coisas que os cercam.

Para entender ainda melhor, a seguir você verá a descrição dos 3 principais signos linguísticos:

ÍCONES

Os ícones são, basicamente, uma representação/cópia leal de algo, uma pessoa ou um lugar. Um exemplo disso são as fotografias que tiramos: quando tirada uma “selfie”, por exemplo, uma representação sua é registrada.  

No design os ícones são utilizados em diversas situações. Por exemplo, ao desenvolver a arte de um cartão de visita para seu cliente, você decide sinalizar o número de telefone dele com um desenho de um telefone – assim, seria usado um ícone para colaborar na construção das informações do cartão.

ÍNDICES

Os índices estão ligados a associação que o receptor da sua mensagem interpretará aquilo que você oferece a ele, baseado na bagagem cultural e social que aquele indivíduo tem sobre algo. Basicamente, são definidos também como “sintomas”.

Um exemplo básico do que é um índice está na simples frase: “está vindo uma chuva feia!”, ou seja, através do olhar sobre as nuvens carregadas no céu, uma pessoa que já vivenciou essa situação antes saberá o resultado daquilo, ou seja, a chuva.

SÍMBOLOS

O símbolo, ao contrário dos outros signos citados acima, “pede” interpretação e conhecimento. Os símbolos recebem significado a partir de normas e convenções, logo, para entende-los é necessário que tenha uma explicação.

Os logos são um exemplo dessa categoria. Desenvolvidos e pensados para representar a essência de uma empresa, raramente são compreendidos sem uma explicação antes.

Os designers, além de possuírem contato diariamente com uma infinidade de signos, criam outros ao desenvolverem seus projetos e inovarem para seus clientes.

Agora que entendeu um pouco mais sobre esse ramo da ciência da comunicação, você parou para pensar o quanto entender e saber atribuir significado às coisas é algo essencial para o seu trabalho? Os designers, além de consumirem signos diariamente, pensam e desenvolvem novos!

Espero que tenha gostado! Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima.